Você já ouviu falar sobre os alimentos ultraprocessados e de seus malefícios à saúde? Antes de adentrarmos ao tema, iremos falar sobre a recomendação à população, do Ministério da Saúde.

O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda o consumo majoritário de alimentos in natura ou minimamente processados no nosso dia-a-dia. Ou seja, alimentos que são consumidos logo após a colheita e higienização, sem nenhum procedimento que modifique a qualidade nutricional do alimento: legumes e verduras são alguns exemplos. Com o arroz e o feijão o conceito é um pouco diferente, já que se enquadram no grupo de alimentos minimamente processados: aqui, eles sofrem um mínimo processo de retirada de casca e de lavagem para serem acondicionados em pacotes para venda, mas continuam tendo um valor nutricional adequado para o consumo e não é adicionado nenhum outro ingrediente no pacote.

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O consumo frequente de alimentos ultraprocessados está diretamente relacionado à obesidade, ao colesterol alto, à diabetes melitus do tipo 2, à alguns problemas no coração,  à deficiências nutricionais e, inclusive, AA alguns tipos de câncer. Tal relação se dá, pois, para aumentar o prazo de validade e melhorar o sabor, as indústrias adicionam diversas substâncias sintéticas no produto alimentício: corantes, estabilizantes, edulcorantes, glutamato monossódico, sódio em altas concentrações, açúcar, gordura (normalmente saturada e/ou trans), entre muitos outros, variando de produto para produto.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que o consumo de alimentos in natura e/ou minimamente processados seja predominante em nossa alimentação. Isso quer dizer que os alimentos ultraprocessados, como os salgadinhos de pacote, os embutidos (peito de peru, mortadela, salame, etc), os refrigerantes, os doces industrializados, as bolachas recheadas e o macarrão instantâneo não precisam ser erradicados de nossa dieta. A cautela no consumo desses alimentos é o segredo.

Para que você saiba as quantidades que pode consumir, já que varia de organismo para organismo, e a frequência do consumo, segundo seu estado de saúde, é importante o acompanhamento de um nutricionista. Ele irá garantir que consuma alimentos nutricionalmente saudáveis e, a partir da avaliação do seu estado fisiológico, lhe proporcionar qualidade de vida, bem estar e muita saúde, por meio da alimentação.

Referências Bibliográficas:

http://www.cfn.org.br/index.php/alimentos-ultraprocessados-trazem-risco-para-o-bem-estar-dos-consumidores/

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/alimentos-ultraprocessados-aumentam-a-chance-de-cancer.ghtml

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf