A glândula da tireoide fica localizada no pescoço, tem o formato parecido ao de uma borboleta e é responsável pela liberação de hormônios essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo. Estes hormônios são denominados de triiodotironina (T3) e de tiroxina(T4) e são essenciais para funções metabólicas teciduais.

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De forma geral, quando a glândula tireóide reduz a sua função, o distúrbio endocrinológico denominado hipotireoidismo aparece. Esta alteração afeta a produção e a liberação dos supramencionados hormônios da tireoide T3 e T4. O hipotireoidismo pode ser causado por alguns fatores, tais como: (a) por uma doença autoimune, conhecida como tireoidite de Hashimoto, que faz com que o corpo ataque uma enzima responsável pela produção regular dos hormônios tireoidianos; (b) pela deficiência de iodo contido no sal de cozinha. Não por coincidência, esta deficiência é incomum em alguns lugares do mundo, como na América do Norte, onde há uso generalizado de sal iodado e de outros alimentos suplementados com iodo; e (c) pelo o consumo excessivo de iodo que pode desencadear um hipotireoidismo transitório ou permanente.

Devido ao metabolismo mais lento, pode ocorrer cansaço, depressão, prisão de ventre, assim como a redução da atividade cerebral e aumento da sonolência; estes são os sintomas mais comumente notados por indivíduos com hipotireoidismo.

O distúrbio pode afetar qualquer pessoa, independente da idade, diferenciando-se nas possíveis complicações. Em crianças, por exemplo, o hipotireoidismo pode afetar o crescimento e desenvolvimento, atrasando a puberdade. Em outros casos, tanto em crianças como em adultos, o distúrbio pode causa situações mais graves como hipertensão arterial sistólica, bradicardia e coma mixedematoso. Desta forma, a melhor maneira de impedir as possíveis consequências do hipotireoidismo é identificando-o o mais rápido possível. Sendo assim, é importante uma consulta periódica com seu médico, para que a partir de exames laboratoriais e sintomas reportados a ele, o diagnóstico seja concluído e iniciado o tratamento.

No distúrbio denominado de hipertireoidismo, as coisas são um pouco diferentes: o metabolismo é muito ativado, a pessoa afetada pode apresentar-se mais nervosa e irritada, com insônia, olhos saltados e bócio (inchaço aparente no pescoço). Tais sintomas derivam da produção de hormônios tireoidianos em excesso. O excesso na produção de hormônios, por sua vez, pode ser estimulado pela presença de um anticorpo no sangue que induz a produção exagerada dos hormônios tireoidianos ­– a chamada “Doença de Graves”, que é hereditária ­– ou pelo bócio com nódulos que produzem tais hormônios sem a interferência do TSH (hormônio produzido pela hipófise).

Portanto, ambos os distúrbios devem ser diagnosticados o mais cedo possível pelo seu médico de confiança, para que o tratamento adequado seja iniciado e sua saúde não seja tão abalada.

Referências Bibliográficas:

http://www.tireoide.org.br/mecanismo-de-acao-e-metabolismo-dos-hormonios-tireoidianos/

https://repositorio.ufcspa.edu.br/jspui/bitstream/123456789/393/1/Zeni%2c%20D%C3%A9bora_Disserta%C3%A7%C3%A3o.pdf

https://saude.abril.com.br/medicina/hipotireoidismo-por-que-ha-tanta-tireoide-lenta-por-ai/

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertireoidismo/