Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), dessas doenças, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além de estar associado às doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como – tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras doenças. O consumo de tabaco e seus derivados mata milhões de indivíduos a cada ano. Se a tendência atual continuar, em 2030 o tabaco matará cerca de 8 milhões por ano, sendo que 80% dessas mortes ocorrerão nos países da baixa e média renda.

Para os fumantes, uma informação importante: em cada tragada, são inaladas 4.700 substâncias tóxicas, sendo as piores a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão. Para se ter uma ideia do estrago, a nicotina provoca dependência e chega ao cérebro mais rápido que a cocaína, estando associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea). O monóxido de carbono combina com a hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio) e acaba reduzindo a oxigenação sanguínea no corpo. O alcatrão reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio. Todo câncer relacionado ao fumo, como na boca, laringe ou estômago, tem alguma ligação com o alcatrão.

Por esses e diversos outros motivos, o cigarro é considerado como um dos grandes causadores de diversos tipo de câncer.