Saem de cena a dengue, chikungunya e a zika, entra em cartaz a gripe H1N1. O foco de preocupação de todos nós agora é essa doença causada pela mutação do vírus da gripe. Também conhecida como Influenza tipo A ou gripe suína, ela chegou mais cedo esse ano ao Brasil: já foram registradas mais de 290 mortes no país, um número maior do que o registrado no ano passado inteiro. Acredita-se que essa antecipação do surto, que geralmente acontece no inverno, se deu devido ao grande fluxo de pessoas vindas de regiões frias, como Estados Unidos, Canadá e Europa.

Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum – febre alta, tosse, dor de cabeça, dores musculares, falta de ar, fraqueza, dor de gargante e diarreia -, assim como a transmissão também se dá pela mesma forma. A diferença é que a H1N1 pode levar a complicações muito graves, provocando, inclusive, a morte. Apesar de pessoas de todas as idades poderem ser infectadas, há grupos de risco, como gestantes, doentes crônicos, crianças pequenas, obesos e com problemas respiratórios.

A grande incidência de casos e também de mortes no país vêm alarmando a população, que corre em busca de vacinas que rapidamente desaparecem de clínicas particulares e postos de saúde. É importante destacar que quem tomou a vacina em 2015 não está imune ao vírus. Mesmo para o vírus H1N1, que permanece o mesmo do ano passado, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção. Em relação ao vírus H3N2 e ao Influenza B, não há proteção nenhuma, já que os vírus mudaram.

Para quem ainda não conseguiu se vacinar, prevenir é o melhor remédio. Para isso, evite manter contato próximo com pessoas infectadas; lave sempre as mãos e evite esfregar rosto, olhos e boca. O álcool-gel deve fazer parte da rotina, para garantir mãos sempre esterilizadas. Se possível, evite frequentar locais fechados e cheios de gente e também não compartilhe objetos de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros.