Linfadenopatia cervical na infância

A linfadenopatia cervical é bastante comum durante a infância – acomete cerca de 40% das crianças – justamente por ser esse o período em que o corpo humano está em processo de desenvolvimento do sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra agentes nocivos, como vírus, bactérias ou mesmo células malignas.

As células de defesa do sistema imunológico, os glóbulos brancos, circulam pelo sangue, além de se concentrarem em alguns pontos estratégicos do corpo. Quando esses “bolsões de defesa”, também conhecidos como linfonodos, estão localizados na área do pescoço e atingem um tamanho superior a 1 cm de diâmetro, portanto perceptíveis durante o exame clínico em consultório, por meio de palpação, essa condição é conhecida por linfadenopatia cervical.

Na grande maioria das vezes, o inchaço está relacionado a processos inflamatórios benignos, provocados pela presença de vírus ou bactérias. Em casos raros, no entanto, quando houver a presença de uma célula invasora maligna, a linfadenopatia pode levar ao diagnóstico de câncer.

O diagnóstico da linfadenopatia cervical é realizado após avaliação médica detalhada, levando em conta sintomas como febre, tosse, dificuldades respiratórias, reação natural à imunização por vacina, eventual contato com pessoas com alguma infecção, além de outros indícios, como uma arranhadura de gato, que pode sinalizar a toxoplasmose, doença transmitida por esses animais.

Junto com a avaliação por anamnese, o médico pode indicar exames de análise clínica e de imagens e, para investigação específica especializada, a criança deve ser encaminhada ao Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

No entanto, apesar de sua alta incidência, quase sempre a linfadenopatia cervical infantil é benigna. Porém, como com qualquer outro sintoma em crianças, deve ser acompanhado com atenção.

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