A glândula tireoide fica localizada na parte mais baixa e anterior do pescoço e sua forma parece com uma borboleta. Ela é responsável pela produção, armazenamento e liberação na corrente sanguínea dos hormônios tireoidianos, cuja principal atividade é aumentar a produção de calor em todo o corpo e induzir um aumento de taxa metabólica, assim como auxiliar no crescimento e desenvolvimento humano.

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Vale ressaltar que a taxa metabólica, também conhecida como Taxa Metabólica Basal é o “mínimo de energia necessária para manter as funções do organismo em repouso, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração e a manutenção da temperatura corporal”, segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Ou seja, tais hormônios vão agir em quase todas as células do corpo, controlando suas funções.

Os nódulos tireoidianos são um problema considerado comum e nem sempre são nódulos malignos. Em geral, as mulheres, os idosos, as pessoas que tiveram exposição à radiação ionizante e as que vivem em áreas com deficiência de iodo possuem maiores chances de desenvolver um nódulo. A partir do exame clínico e de outros exames realizados e prescritos pelo médico, será possível detectar a presença de nódulo da tireoide, que pode ser classificado como: cisto, adenoma ou tumor maligno. Esta avaliação e a cirurgia devem ser feitas por um especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e que tenha vasta experiência no manejo destes nódulos.

O tumor maligno poderá ser diagnosticado principalmente se apresentar crescimento rápido, consistência endurecida e pouca mobilidade ou fixação no local. Rouquidão frequente, dificuldade em engolir ou respirar, assim como dor local também podem ser características de câncer de tireoide. Os nódulos malignos mais encontrados são o carcinoma papilífero e o carcinoma folicular, estes têm melhor comportamento biológico que os tipos menos comuns. O carcinoma papilífero é o mais frequente e é considerado o menos agressivo já que possui crescimento bastante lento.

Entretanto, pode atingir indivíduos de qualquer idade e está relacionado à radiação ionizante e a uma dieta com grande aporte em iodo. A boa notícia é que quando bem tratado, pode ter um ótimo resultado com bom controle da doença e baixa chance de recorrência do tumor. O carcinoma folicular acomete principalmente os idosos e pode ter difícil diagnóstico. É menos frequente, porém mais agressivo que o carcinoma papilífero já que tende a lançar células malignas na corrente sanguínea podendo causar metástases em outros locais. Desta forma, é muito importante que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos o quanto antes e que o paciente mantenha o seguimento médico.

A partir de tais informações, pode-se considerar que a prevenção é o melhor caminho. Para tal, basta realizar acompanhamento médico frequente e exames clínicos ou laboratoriais para detectar disfunções nesta glândula tão importante para a saúde humana.

Referências Bibliográficas:
Abran
Scielo
Teses USP
Scielo 2